domingo, 9 de junho de 2013

Carta Aberta aos Pais

Os professores do Cerqueira César estão preocupados com seus alunos, com o que possa interessá-los, envolvê-los, como transmitir informações para quem não quer ouvir, para crianças que perderam os limites.
Temos crianças inteligentes, capazes, no entanto, estão usando sua inteligência para afastar conteúdos necessários para sua formação. Os alunos não atendem mais as solicitações dos professores para fazer as lições, mudar de lugar devido ao excesso de conversa, ficam na sala brincando, conversando, andando, arrastando mesa e cadeira no momento em que as explicações são passadas. Não querem mais ouvir as explicações, se recusam a realizar pesquisas, não se preocupam com notas, promovem discussões que não levam a nada e a cada dia impõem suas vontades.
As estratégias para administrar uma boa aula mudam constantemente, mas, não estão dando certo. Fazemos o que está ao nosso alcance para que o aluno aprenda, quando necessário com broncas, e infelizmente quanto mais nos preocupamos, cobrando a participação do aluno, mais (os alunos) se revoltam, acusando o professor de ser ruim com eles, o que não é verdade.
Estamos falando de uma minoria (de alunos) que prejudica o bom andamento das aulas. Não podemos confundir com perseguição ou discriminação. Aliás, discriminação é o que está acontecendo com os alunos que estão na escola para aprender e estão sendo prejudicados por essa minoria que atrapalha o processo de ensino e aprendizagem.
O governo impede que se retire da sala de aula, esses que não querem saber de nada, então, eles ficam aprontando sabendo que não sofrerão nenhuma punição e os professores impedidos de ministrar uma boa aula.
Ou nos ajudamos, ou a educação perde sua função elementar. Não existe conquista sem luta, sem esforço, sem trabalho. Só alcançaremos sucesso com a participação de todos. Sozinhos somos como uma formiga, facilmente pisoteada. O futuro de seus filhos continua em suas mãos. Vocês vão escolher o que devem ou não fazer para salvar o futuro deles.
Os professores estão fazendo a sua parte, vão continuar na luta, todos os interessados no bem dos alunos, estão convidados a unir forças para salvar a educação na nossa escola.
O mundo está presenciando uma inversão de valores bastante preocupante em nossa sociedade. Os trabalhadores honestos são tachados de “bobos” por não concordar com certas práticas que visam tirar proveito de situações ou de levar vantagem de pessoas carentes em benefício próprio. Vemos pessoas arrogantes menosprezando humildes, políticos sem escrúpulos, desvalorização dos bons costumes como ter educação, ter respeito, ser honesto, ser solidário e apesar de se falar bastante em discriminação, essas ações repugnantes permanecem vivas entre nós.
Os jornais anunciam todos os dias fraudadores, agora com técnicas artísticas. Usam o silicone para copiar as digitais de colegas na intenção de confirmar presença de quem não comparece ao trabalho, é o caso da saúde pública que foi notícia na mídia recentemente.
Já está comprovado que pessoas instruídas, esclarecidas, aquelas que leem, que acompanham os acontecimentos do país, são mais difíceis de serem enganadas com os discursos verborrágicos dos políticos, aqueles que usam palavras difíceis em seus discursos e muitas vezes não dizem nada, tem a função de envolver o ouvinte na conversa e deixá-lo com a sensação de que o falante é dono da verdade.
Os professores são tão humanos e sensíveis como qualquer outro ser humano e como tal cheios de falhas, no entanto, procuram corrigir suas falhas com humildade, tentam acertar, mesmo cometendo erros. Às vezes se sentem incapazes de resolver questões aparentemente simples. Espera-se que possam ser compreendidos e não sejam mais apedrejados por errar e tentar corrigir os erros, como fazem alguns que se acham superiores, imunes às imperfeições humanas.
No começo do ano letivo, foi lido um pequeno texto que dizia – “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas, ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana” (de Carl G. Jung), pensamento esse, infelizmente pouco usado. Algumas pessoas sentem prazer com as desgraças alheias e se alimentam disso, fazem questão de ressaltar os atropelos e acusar sem dar chance de defesa. Por isso é importante lembrar que todos nós estamos propensos a erros.
Então, ao invés de alimentar o erro, devemos nos concentrar em corrigir, em resolver os problemas, em nos unir, afinal, é por uma boa causa.
Denis Basílio de Oliveira - Arte-educador


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