quarta-feira, 18 de março de 2020

Eletiva de HQ e Mangá




O curso de HQ e Mangá é uma das modalidades diversificadas, denominada “Eletiva” da Escola Cerqueira César, que adotou o Programa de Ensino Integral.
A idéia é permitir que os alunos se encontrem naquilo que possuem afinidades e assim aperfeiçoar os conhecimentos necessários, a fim de aplicar com competência as habilidades inerentes a sua capacitação, para buscar a excelência almejada, que o mercado exige.
Este é o foco da eletiva HQ e Mangá que acontece todas as sextas-feiras, ministrada pela Profª. e Psicóloga Cristina Artico e pelo Prof. Pesquisador e membro do Observatório de Histórias em Quadrinhos da USP Denis Basílio.
Tendo como princípio a diversidade cultural, o aluno faz uma verdadeira imersão, que engloba a estética ocidental e a oriental. São mundos unidos por uma linguagem híbrida, em que se pode criar e dar visibilidade a tudo o que se possa imaginar. Portanto, educar é socializar. Hábitos esses que começam na primeira infância, implicando no ajustamento a determinados padrões culturais, passando pelo Ensino Funadamental e Médio até sua formação no Ensino Superior.
Fazer o que gosta é a melhor forma de aprender. Quem gosta de desenhar, vai aprefeiçoar o traço, trabalhar a luz e a sombra com profundidade, ver em terceira dimensão com a perspectiva, se deparar com personagens instigantes e os que preferem escrever, cirar as mais fantásticas histórias. Tudo isso com a liberdade e autonomia que só as HQs e os mangás podem proporcionar
A jornada continua por meio do produto consagrado, o Cerqueira Zine, uma publicação independente do Cerqueira César, cuja culminância será a impressão de 1.0000 exemplares do livro Cerqueira Zine, produzido pelos alunos.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A Turma do Cerqueira César trabalhando com a Turma do Mauricio de Sousa.


O projeto “ Cerqueira Zine”, livro produzido pelos alunos da E. E. José Alves de Cerqueira César, está em seu 6º número. Este ano, os alunos irão trabalhar com os personagens do Mauricio de Sousa, para criar suas histórias, com liberdade para desenhar no seu próprio estilo. Como acontece no Selo MSP.

Ressaltamos que, as Histórias em Quadrinhos fazem parte da realidade cultural e seus temas são confrontados e percebidos no dia-a-dia. Uma das justificativas para seu uso na educação, além de estarem inseridas nos temas transversais. O Cerqueira César, sabe que, uma das iniciativas para a articulação dos conhecimentos escolares é a interdisciplinaridade. Uma intercomunicação entre as disciplinas preservando os interesses próprios de cada uma, através de projetos que as integrem.
Experiência nesse sentido foi realizada na gestão de Paulo Freire como Secretário de Educação de São Paulo, organizada pela professora Nídia Nacib Pontuschka da USP, procurando capacitar professores para trabalhar essa nova metodologia de ensino, cujo resultado está no livro “Ousadia no diálogo: interdisciplinaridade na escola pública”.
Trabalhar interdisciplinaridade significa restabelecer um diálogo entre as disciplinas que se encontram fragmentadas; é dar sentido às matérias estudadas, inserindo os acontecimentos, as práticas e as diversidades culturais do meio em que vivemos.
Esse projeto do “Cerqueira Cine”, avança ainda mais, ao proporcionar o hibridismo de linguagens, com ele, o educando: lê, escreve, pesquisa, desenvolve a autonomia, capacidade de síntese, abstração, objetividade, habilidades naturais como o desenho, composição, imaginação, entre tantos elementos necessários ao desenvolvimento social. 

O potencial que os quadrinhos oferecem na área da educação, permeiam os temas transversais presentes nas HQs, onde cada história selecionada pelos professores, pode trazer diversidades culturais, como nas páginas de Asterix mostrando a cultura romana, Tintin com paisagens muitas vezes desconhecidas da maioria dos educandos, o caipira na ótica de Chico Bento, o folclore da Turma do Pererê de Ziraldo, as atualidades das tiras de jornais com Laerte, Angeli etc. 
Sendo um veículo de comunicação de massa (mas não só), se enquadra nos valores democráticos com respeito aos conhecimentos que são construídos pelo aluno como alguém capaz, expresso nos PCNs como conteúdos conceituais. Assim, as HQs ativam as capacidades intelectuais para operar com símbolos, ideias, imagens e representação de realidade.


A Turma do Cerqueira César trabalhando com a Turma do Mauricio de Sousa.

Cascão (1961) - Surgiu em 1961, baseado nas recordações de infância do próprio Mauricio. Ele conta que, no início, teve receio da reação do público para com este personagem com uma certa "mania de sujeira". A aceitação, entretanto, foi imediata e a popularidade cresceu tanto que desde agosto de 1982, Cascão tem sua própria revista e torna-se amigo e comparsa de Cebolinha, ajudando-o em aventuras e a derrotar Mônica agindo como um oponente. Mora com seus pais em sua casa e seu porco de estimação Chovinista, que é bem esperto e limpo, ao contrário do dono. Também é namorado da Cascuda, uma menina que antes era sujinha como ele, mas que com o tempo passou a ser limpa e organizada. Também é revelado que é sobrinho do Capitão Feio. Seu segundo melhor amigo é o Nimbus. Detesta água e banhos e é capaz de fazer coisas sobre-humanas para se ver livre de se molhar. É com certeza o personagem que tem mais inimigos da turminha muitos deles querendo se livrar dele e lhe dar um banho.Em um gibi é revelado que ele tem dedos nos pés , mas usa meias que o fazem parecer com a Mônica (sem dedos). Em Turma da Mônica Jovem, ele já toma banho e mostra que tem uma quedinha pela Magali, embora ainda namore a Cascuda. O nome verdadeiro do Cascão é Cássio Marques de Araújo.

·         Mônica (3 de março de 1963) - Mônica é a personagem mais conhecida de Mauricio de Sousa. Representa uma menina brava, decidida, que não tolera desaforo/não leva desaforo pra casa, ao mesmo tempo, tem momentos de feminilidade e poesia. Mora com os pais, tem um cãozinho chamado Monicão e vive agarrada a um coelho de pelúcia, apelidado de Sansão. E este coelho, que ela trata com todo o carinho, também serve de "arma" contra os meninos. Principalmente o Cebolinha, o Xaveco e o Cascão, que não param de "aprontar" com ela, chamando-a de gorducha, dentuça ou baixinha. Foi criada em 1963, baseada na filhinha do Mauricio, com o mesmo nome. No início, saía nas tiras do Cebolinha, nos jornais. Depois, começou a "roubar a cena" e ganhou sua revista própria em 1970. Desde essa época, é uma das revistas que mais se vendem no país. Hoje, além dos quadrinhos - onde aparece na história como líder imbatível e dona absoluta da rua - Mônica é estrela de cinema, teatro, tem vários produtos que levam seu nome, faz campanhas educativas e comerciais de tevê. Estrela mais versátil, impossível, embaixadora da UNICEF, virou um ícone popular do Brasil, tem seu próprio parque, atualmente conhecido como o Parque da Mônica, conhecido por todo o Brasil.
Cebolinha (24 de outubro de 1960) - Cebolinha, um garoto de cabelos espetados que, quando falava, trocava o "R" pelo "L", existiu mesmo, fazia parte de uma turma de garotos de Mogi das Cruzes, e acabou emprestando suas características para o próprio personagem, personagem criado em 1960 por Mauricio de Sousa. Ele já foi mais alto, baixo e até mais cabeludo, mas sempre com o mesmo jeito "englaçado" de falar. Parceiro de aventuras - ou seria melhor dizer "vítima"? - da Mônica, a quem vive tentando derrotar com seus "planos infalíveis", podendo às vezes ser considerado um vilão na série. Cebolinha teve a sua revista lançada em 1973 e, nas horas vagas, também é astro de tevê, cinema e teatro. Cebolinha é um dos únicos personagens clássicos da Turma da Mônica que usa sapatos. Isto porque ele foi criado em uma época em que todos os personagens usavam sapatos e, como a quantidade de personagens foi aumentando ao longo dos anos, Mauricio de Sousa foi obrigado a desenhar os novos personagens sem sapatos com o fim de conseguir desenhá-los mais rapidamente. Na edição 48 da Turma da Mônica Jovem, é dito na página 39 que seu nome completo é Cebolácio Júnior Menezes da Silva. Na revista da turma jovem, ele e Mônica iniciam um relacionamento. Quando falava uma palavra errada, Mauricio punha aspas (ex: "polque" eu falo "elado"?). Hoje ele põe o negrito. O bordão do Cebolinha era DIACHO!; hoje, o mais falado é o PINDALOLAS! (Pindarolas).

·         Magali (1964) - Magali é outra personagem baseado em uma pessoa real. Ela é baseada na filha de Maurício, Magali de Sousa, que assim como a personagem também era comilona na infância. Ela é uma menina de apetite voraz e insaciável frequentemente querendo saber de comer, embora que com tanto apetite continue eternamente magra. Ela também é a melhor amiga da Mônica e por isso é uma das únicas personagens que não brigam com ela. Tem um gato, o Mingau, e vive com os pais. Costuma visitar sua tia Nena que lhe faz doces embora por vezes chegue a tentar roubar a comida de seus amigos. Sua comida favorita é melancia que assim como a Magali verdadeira era capaz de comer uma inteira. Seu namorado é Quinzinho, um menino filho de um padeiro que frequentemente lhe presenteia com pães e doces. Em Turma da Mônica Jovem, continua magra e bela, mostra que tem uma queda por Cascão (igual à queda que Mônica e Cebolinha tem um pelo outro), mas não admite isso porque não quer ver o Quim brigando com o Cascão. Ela era secundária nas tiras, até que em 1989 ela teria uma revista própria.

Acolhimento 2024